sábado, 24 de dezembro de 2016

OUTLETS

   Sinto que tenho alguma coisa a dizer,... a escrever, mas ao mesmo tempo que não me vem nada surge vários assuntos e isso torna tudo confuso para mim sequer saber como começar ou sequer exprimir-me.
   Na verdade escrever sempre foi um refúgio meu, um refúgio da dor, de mágoas, pois a verdade é que embora saiba que não caminhe sozinho, eu sinto-me sozinho, num espaço que considero de casa, é por isso que na verdade tomei a decisão de passar mais tempo na cidade em que estudo, pois é lá que está o espírito académico, e com isso colegas com quem te possas rodear e sentires que não estás só. Quando me refiro a casa, refiro-me ao espaço onde cresci, os locais onde estudei, a cidade a que pertenço,... é verdade que tenho uma enorme nostalgia de infância, e com isso faz com que muitas vezes puxe essa imaturidade com as pessoas, se ao menos soubessem o divertimento e os sorrisos que já consegui arrancar através dessa ingenuidade, ou até com um simples sorriso, no entanto tudo o que tem seus prós vem sempre com contras, no meu caso acabo por me tornar chato e/ou desinteressante, depende do ponto de vista. 
   Nestes tempos por cá, na minha "casa" é notório o quão sozinho consigo estar e o mais engraçado é que parece que todos à tua volta teem com quem estar, com quem sair, com quem ir dar uma volta, um pequeno exemplo... todos da universidade a que perguntei da passagem de ano, teem algo combinado com os seus amigos locais. E tu olhas para os teus contactos e... bem será que terei que ser eu sempre a dar o sinal de vida? Let's face it, se eu não disser nada, também não me irão dizer... and that hurts, but fuck it. O mais irónico em perguntar seria o feedback que naturalmente é sempre:
   - "um dia temos que combinar", não se iludam com isso na maior parte das pessoas esse dia não existirá;
   - aquela resposta semelhante a um "ya", "pode ser",... que faz lembrar aqueles bonecos que colocamos nos carros e vão acenando a cabeça afirmativamente, com tudo o que possas dizer.
   Sempre me habituei a combinar coisas e no entanto à ultima da hora "cortarem-se" e deixarem-me de "mãos a abanar" e isso foi o que me fez seguir para os sítios sozinho, na verdade foi dos melhores momentos  por que passei, tudo através de pessoas desconhecidas.
   Nas amizades uma coisa é a quantidade de pessoas que conhecemos, outra é a quantidade de pessoas com quem nos identificamos, e/ou que querem realmente estar connosco e a diferença é notória.
   Por alguma coisa quis e fez-me bem sair da minha "casa", da minha cidade, cheguei ao ponto de reconsiderar abandonar o meu país, pois precisava de algo novo que por aqui deixei de ter. A entrada no politécnico foi o que me "salvou".


By: André Ferreira Silva

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

ACTIONS (P.1/2)

  Todos nós, nalguma altura, passamos pelo momento em que tentamos agir da melhor maneira com alguém, mas por vezes as nossas ações acabam por ser mal interpretadas, e ao invés de melhorar, acabamos por piorar qualquer relação que tenhamos com essa pessoa, mas ingénuos que nós somos,  não conformados no intuito de corrigir o que fizemos de mal, acabamos por fazê-la sentir-se como o “coelho” na expressão: “mata-se um coelho em duas cajadadas só”, ou seja, ao invés de melhorar, pioramos tudo.
   Após tudo isso chega a altura que tudo acaba, e não existe mais nada nem por mensagem ou sequer chamada e só então sabemos tudo aquilo que não devíamos ter dado e demos, só por isso a culpa vem parar a nós, mas será tarde para pedir desculpa? Insisti demasiada vez… entendi, percebi, eu sei, admito a culpa.
   Tudo aquilo que eu digo deixou de ter valor, apenas te peço que não te afastes, não te irrites, não nos esqueças (se faz favor?!), pois sei que te fartaste “disto”, mas será que fiquei tão indiferente para ti ao ponto de não pensares mais? Designaste-me como “doente da cabeça”, e via que aquele sorriso que davas quando surgia, foi substituído por uma mistura de “Ignorância + Revolta + Frieza” quando apenas o que tentei e queria era que voltasse tudo ao que considerava normal, e tudo o que te tentava entregar era apenas uma sensação de bem estar, dar motivos para sorrir, e que por sua vez, tudo fosse acontecendo pois somos capazes de errar e magoa-me o facto de ser visto dessa maneira.
   Mas agora é diferente, confia… que isso mudou como a noite pró dia, acaba por ser por ti, por nós, pois já não respondes, já não cedes, mostras que não queres saber, e eu feito de parvo tento tudo por tudo para que isso possas ver, e tudo isso te irrita, te dá sufoco…  eu bem sei acredita. Por tudo isso parei, eu apenas achava que ias perceber que apenas tentava voltar a ser um dos motivos para os teus sorrisos.
   Atrasa o relógio e vê o que realmente éramos antes de tudo acontecer, porque sei que agora é tarde pra dizer que já tenho saudades, queria pedir desculpa por não ter tentado que tu fosses pra mim aquilo que eu não fui pra ti. Sim, é verdade que tenho saudades tuas, e me pergunto como é que eu fui capaz de fazer algo que faz com que já nem dê para um café ou pra falar mais, se chego e apareço tu sais, por isso eu serei menos insistivo, isso eu sei que sou capaz, mas se já for tarde….

By: André Ferreira Silva (feat D.A.M.A "Era Eu")