Sinto que tenho alguma coisa a dizer,... a escrever, mas ao mesmo tempo que não me vem nada surge vários assuntos e isso torna tudo confuso para mim sequer saber como começar ou sequer exprimir-me.
Na verdade escrever sempre foi um refúgio meu, um refúgio da dor, de mágoas, pois a verdade é que embora saiba que não caminhe sozinho, eu sinto-me sozinho, num espaço que considero de casa, é por isso que na verdade tomei a decisão de passar mais tempo na cidade em que estudo, pois é lá que está o espírito académico, e com isso colegas com quem te possas rodear e sentires que não estás só. Quando me refiro a casa, refiro-me ao espaço onde cresci, os locais onde estudei, a cidade a que pertenço,... é verdade que tenho uma enorme nostalgia de infância, e com isso faz com que muitas vezes puxe essa imaturidade com as pessoas, se ao menos soubessem o divertimento e os sorrisos que já consegui arrancar através dessa ingenuidade, ou até com um simples sorriso, no entanto tudo o que tem seus prós vem sempre com contras, no meu caso acabo por me tornar chato e/ou desinteressante, depende do ponto de vista.
Nestes tempos por cá, na minha "casa" é notório o quão sozinho consigo estar e o mais engraçado é que parece que todos à tua volta teem com quem estar, com quem sair, com quem ir dar uma volta, um pequeno exemplo... todos da universidade a que perguntei da passagem de ano, teem algo combinado com os seus amigos locais. E tu olhas para os teus contactos e... bem será que terei que ser eu sempre a dar o sinal de vida? Let's face it, se eu não disser nada, também não me irão dizer... and that hurts, but fuck it. O mais irónico em perguntar seria o feedback que naturalmente é sempre:
- "um dia temos que combinar", não se iludam com isso na maior parte das pessoas esse dia não existirá;
- aquela resposta semelhante a um "ya", "pode ser",... que faz lembrar aqueles bonecos que colocamos nos carros e vão acenando a cabeça afirmativamente, com tudo o que possas dizer.
- "um dia temos que combinar", não se iludam com isso na maior parte das pessoas esse dia não existirá;
- aquela resposta semelhante a um "ya", "pode ser",... que faz lembrar aqueles bonecos que colocamos nos carros e vão acenando a cabeça afirmativamente, com tudo o que possas dizer.
Sempre me habituei a combinar coisas e no entanto à ultima da hora "cortarem-se" e deixarem-me de "mãos a abanar" e isso foi o que me fez seguir para os sítios sozinho, na verdade foi dos melhores momentos por que passei, tudo através de pessoas desconhecidas.
Nas amizades uma coisa é a quantidade de pessoas que conhecemos, outra é a quantidade de pessoas com quem nos identificamos, e/ou que querem realmente estar connosco e a diferença é notória.
Nas amizades uma coisa é a quantidade de pessoas que conhecemos, outra é a quantidade de pessoas com quem nos identificamos, e/ou que querem realmente estar connosco e a diferença é notória.
Por alguma coisa quis e fez-me bem sair da minha "casa", da minha cidade, cheguei ao ponto de reconsiderar abandonar o meu país, pois precisava de algo novo que por aqui deixei de ter. A entrada no politécnico foi o que me "salvou".
By: André Ferreira Silva
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